Blog do menalton
   ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO

ATENÇÃO!

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO

Para acessá-lo, clique no link abaixo:

NOVO "BLOG DO MENALTON"



Escrito por menalton às 23h13
[] [envie esta mensagem] []


 
   FELIZ 2012

VOU ESTAR FORA DE CIRCULAÇÃO ATÉ O DIA 02/01/2012. FELIZ 2012 PARA TODOS.



Escrito por menalton às 22h11
[] [envie esta mensagem] []


 
   PUBLISHNEWS

Lançamentos

Menalton Braff lança novo romance
PublishNews - 21/12/2011 - Por Redação

Tapete de silêncio (Global, 112 pp., R$ 29) é o décimo oitavo livro do escritor Menalton Braff. Tendo como pano de fundo a bucólica cidade de Pouso do Sossego, o autor desenvolve sua narrativa em dois planos distintos: o primeiro tem a duração de uma noite e é contado em primeira pessoa por Osório, um comerciante local, cujo olhar conduz o leitor ao longo de uma trágica noite que parece ser interminável; no segundo plano, a narrativa é desenvolvida em terceira pessoa por meio de flashbacks que apresentam acontecimentos do passado



Escrito por menalton às 15h11
[] [envie esta mensagem] []


 
   SHORT STORY

O costume de Isaura

 

 

    Isaura costumava chorar durante o trabalho. Ela era uma caixa bastante jovem e muito bonita, por isso nem precisava daquilo, mas, como gostava de agradar aos fregueses do restaurante, ela chorava, porque, deste modo, as pessoas saíam aliviadas de seus pesares, pensando que não eram tão infelizes assim.

    Na última terça-feira, entretanto, Isaura sentia-se muito bem fisicamente e por isso exagerou. Chorou tanto, mas tanto, que acabou molhando todo o dinheiro que tinha guardado na registradora, e a salada, ao chegar da cozinha, já vinha cozida de tanto sal.



Escrito por menalton às 08h35
[] [envie esta mensagem] []


 
   FIM DE ANO COM LITERATURA

FUJA DA BANALIDADE. NESTE FINAL DE ANO PRESENTEIE LITERATURA.

 DESPERTAR A SENSIBILIDADE, PROPORCIONAR O PRAZER ESTÉTICO, EIS COMO A LITERATURA NOS FAZ CRESCER COMO SERES HUMANOS.

 Para comprar estes e outros livros de Menalton Braff online, consulte a lista abaixo:

LIVRARIA CULTURA:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=menalton+Braff&tipo_pesq&tipo_pesq_newvalue=false&tkn=0

LIVRARIA SARAIVA:
http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?FILTRON1=X&ESTRUTN1=0301&ORDEMN2=E&PALAVRASN1=menalton+braff


TRADEPAR:
http://www.tradepar.com.br/busca/menalton-braff.html


CIA. DOS LIVROS:
http://www.ciadoslivros.com.br/pesquisa/?p=MENALTON+BRAFF&s

OU NAS PRINCIPAIS LIVRARIAS DO BRASIL.

 



Escrito por menalton às 19h38
[] [envie esta mensagem] []


 
   EM FAMÍLIA

Infância

 

 

Uma noite, ao chegar do serviço em cima de suas pernas dormentes, a cunhada a segurou na cozinha e com a voz escurecida de aspereza disse que assim não dava mais: reclamações dos vizinhos por causa de estrepolias dos dois meninos, a reforma da casa interrompida há mais de um ano, e as despesas excedentes, que vinham pesando muito no orçamento. Que desse um jeito em sua vida. Aproveitou a ausência momentânea do marido e disse tudo que vinha guardando há muito tempo como veneno espalhado por dentro de suas veias.

Os dois meninos na sala, com os primos, na frente da televisão. Era neles que a mãe pensava aflita, quase desesperada. Na cozinha pequena, as cunhadas frente a frente, muito existentes dentro da luz fria das duas luminárias, mudavam o futuro de lugar empurrando a vida com um ombro duro e pesado.

Naquela noite, ninguém, além da dona da casa, sabia por que Letícia tinha ficado no quarto sem querer jantar. E mesmo ela, Márcia, por várias vezes durante a refeição tinha perguntado a um e a outro por que será? As sobrancelhas erguidas repetiam a pergunta.

Os dois meninos comeram em companhia dos tios e dos primos aquela comida emprestada, sem nada perguntar.



Escrito por menalton às 10h01
[] [envie esta mensagem] []


 
   REFORMA

ESTE BLOG ESTÁ EM REFORMA. EM JANEIRO VIREMOS DE CARA NOVA.



Escrito por menalton às 16h43
[] [envie esta mensagem] []


 
   8 ANOS DEPOIS

Oito anos depois, meu cabelo cresceu e branqueou, o Loyola continua o mesmo garotão. Nunca mais fui patrono de nada, por isso não tive mais Arena Cultural. As fotos são da 3ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, num tempo em que meu prestígio era maior. Em compensação, de lá pra cá nasceram uns dez livros ou mais, todos eles engendrados no silêncio do meu retiro. O ostracismo, às vezes, é benéfico.



Escrito por menalton às 12h36
[] [envie esta mensagem] []


 
   O BOTAFORA

Estivemos na casa da Natali e do Gustavo para o botafora dele, que parte em viagem de estudo para a Nova Zelândia. Por pouco ele não encontra a Katherine Mansfield por lá. Dizem que ela viajou para Londres. Ou para a Alemanha para escrever Uma pensão alemã. A prova de que estivemos em Araraquara está na foto aí abaixo.

Da esquerda para a direita: Menalton, o pai do Gustavo, o Dado, a cabeça do Gustavo bem acima da cabeça da Roseli, alguém não identificável, o prof. Milton, a Rô e o Alê.



Escrito por menalton às 18h43
[] [envie esta mensagem] []


 
   Dissertações de Mestrado

Quem estiver interessado em conhecer as Dissertações de Mestrado sobre livros do Menalton, pode acessar os links abaixo;

http://www.menalton.com.br/xml/pdfs/academicos/academico_02_rafaela_mestrado.pdf

http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bar/33004030016P0/2010/braff_rd_me_arafcl.pdf

http://www.menalton.com.br/xml/pdfs/academicos/academico_07_natali_fabiana_costa_silva.pdf

 

Os títulos respectivos são:

Traços impressionistas nos contos de Menalton Braff

Saramago, Braff e seus personagens duplos

Sutilezas entre o interno e o externo: literatura e sociedade nos contos de Menalton Braff

 



Escrito por menalton às 17h15
[] [envie esta mensagem] []


 
   E ainda À sombra do cipreste

Sobre a narrativa de Menalton Braff


Terminei de ler mais um dos contos do 'À Sombra do Cipreste' (na foto), do escritor Menalton Braff (que acho que posso ter a ousadia de chamar de amigo, dado o papo supergentil e inteligente que travamos na Bienal deste ano). Estou lendo aos poucos, porque esta época é a mais inglória para nós, professores, que tantas provas e trabalhos corrigimos, fora o chororô dos alunos que precisam de pontos e coisas do tipo. Mas aos pouquinhos, vou lendo.

'Elefante Azul' é o conto que acabo de ler. E na hora que encerrei a leitura, voltei para a orelha, intrigado com a lembrança de um trecho de outro escritor, Moacyr Scliar, que assim comenta a obra do Menalton: "Realista, Menalton Braff trabalha com personagens tirados do cotidiano, gente que todos nós encontramos na rua, no trabalho, no convívio familiar. Mas estes personagens têm segredos, vivem dilemas. E estes segredos, estes dilemas, constituem-se a matéria-prima da literatura de Menalton Braff". E conclui Moacyr Scliar: "Não é outra a função da grande literatura: através da beleza dos textos, revela-nos a verdade que está oculta em cada pessoa, em todas as pessoas".

Vamos a um outro autor, desta vez de um livro teórico, para depois voltar ao Elefante Azul. Em seu ótimo 'Livro da Metaficção', Gustavo Bernardo nos lembra de algo importante: "Toda linguagem é simultaneamente pletórica e insuficiente" (p. 11). Para quem não conhece a palavra, uma 'pletora' é, basicamente, uma superabundância nociva. Em outras palavras, o que o autor coloca é que a linguagem é sempre um falatório desmedido e jamais conclusivo sobre o que se diz. E por quê? Pelo simples fato de que a linguagem não é aquilo que ela enuncia, mas exatamente, e apenas isso: um enunciar. E então citamos de novo o Bernardo: "As conexões que estabelecemos entre as coisas e os fenômenos não existem, a não ser como ficções. (...) [São] construções mentais que preenchem os buracos da realidade, assim como preenchemos os buracos de um sonho quando o contamos para alguém e como completamos as lacunas de um romance quando o lemos" (p. 23).

Vejamos então este trecho do conto 'Elefante Azul', de Menalton: "É fraca, muito fraca mesmo, esta luz amarela que, silenciosa, desce do teto e escorrega pelas paredes nuas, ricocheteando sem alvoroço nos ângulos mais salientes de nossos parcos móveis de cozinha" (p. 42).

Na época de Machado de Assis, classificar um escritor como "realista", mesmo que ele escrevesse as memórias de um morto (como é o caso de Brás Cubas), até fazia um certo sentido, mesmo que questionável. E por quê? Porque a literatura dita 'realista' era aquela que voltava os olhos para as mazelas deixadas pela recente adoção do modelo burguês de vida. Machado já estava, sem dúvida, muitos anos à frente disso, mas podemos realmente perceber algumas críticas sutis a mitos da época, em suas histórias. Ainda não havíamos passado pelas vanguardas, pela epifania, pelos fluxos de consciência ou mesmo pela fragmentação, todos instantes de deslocamento da história da literatura do século XX. Mas essa classificação, feita a alguém de hoje, demanda uma ressalva.

O que acho genial nos contos que li do Menalton não são as revelações das verdades ocultas de personagens cotidianos. É justamente o contrário: o que existe de belo em histórias como a do Elefante Azul é justamente o fato de que ali não há pretensão de 'fato'. Ou seja, o fato de que o que o escritor faz é, de uma forma bela, proteger o oculto que caracteriza as coisas, e não o contrário. Não há revelação nos contos de Menalton. E esse é o seu maior tesouro, na minha visão. Ali, a beleza não é instrumento, mas forma. Por isso, a luz escorrega silenciosa pelas paredes nuas. Se Menalton fosse um realista (ou seja, um iludido), a luz meramente iluminaria o ambiente. Mas nunca é tão simples assim.

Por isso, minha pequena ressalva com relação à orelha: em Menalton, o que de mais rico aparece não é a verdade antes oculta, mas o oculto como verdade. Essa é a maior riqueza de seus contos e de sua narrativa. Os personagens do cotidiano, me parece, são meros álibis. A narrativa brilhante é aquela que se apresenta como algo provisório e não como algo que revela segredos. Ela mantém os segredos. E por isso Menalton é, para mim, um grande escritor.



Escrito por menalton às 12h44
[] [envie esta mensagem] []


 
   POUSO DO SOSSEGO

Nesse último fim de semana, terminei o romance Pouso do Sossego. Hoje já é 05/12 e não pretendo mais mudar uma vírgula que seja. Por tanto, estou de férias. Antes do carnaval quero ler um pouco, comer, dormir, brincar como o Macunaíma, e, talvez, um conto ou dois. Mais nada. Vou fazer literratura com o corpo, vou pensar com o estômago, vou lavar os pés e dormir em lençol limpo com cheiro de alfazema. E se não façio literatura, muito menos política literária, que é um desastre com mortos e feridos. E no fim de tudo, para que fique bem claro, um dia também vou morrer. Mas o fim é natural e não me assombra.



Escrito por menalton às 08h21
[] [envie esta mensagem] []


 
   IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E COMUNITÁRIAS

Depois do papo com os bibliotecários, ontem, houve tempo para um coquetel e alguns autógrafos. Os bibliotecários abaixo são da Biblioteca Pública de Guarulhos.

 



Escrito por menalton às 16h36
[] [envie esta mensagem] []


 
   Congresso Brasileiro de Escritores 2011

O MELHOR DE UM CONGRESSO ACONTECE NO SAGUÃO!



Escrito por menalton às 20h13
[] [envie esta mensagem] []


 
   PÉ NA ESTRADA

Turma,

No dia 22/11, terça-feira próxima, estarei dando palestra no IV Seminário Internacional de Bibliotecas, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Já existem 850 nomes inscritos. O encontro será no SESC Pinheiros a partir das 20h.

Eis onde se dará o encontro:



Escrito por menalton às 10h23
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SERRANA, Homem, Mais de 65 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura
MSN -

HISTÓRICO



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!