 |
|
|
Poetando
Tudo é efêmero Uma nuvem passou de pés descalços brincando de branco no campo azul. Perdida de seu rebanho sozinha avançava com a boca cheia de silêncio. Não sabia aonde ir não conseguia parar por isso deixou-se levar por um vento frio que a esfarelou em lágrimas em cima do mar.
Categoria: Meus textos
Escrito por Menalton às 18h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

A professora Márcia Marques da Faculdade de Comunic ação da UNB, tabula o resultado do III Concurso Literatura para Todos. Isto aconteceu em Brasília, no dia 16/11/2009. Foram premiados nove textos e um décimo mereceu menção honrosa.
Escrito por Menalton às 15h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
FOGO CRUZADO
Bem, amigos, o Moça com chapéu de palha está, digamos, pronto. A Língua Geral me prometeu com os dois pés juntos que de novembro não passa. Espero que não, porque lançar livro em dezembro é fria. As festas já dominaram o ambiente. E as mentes. Agora, contudo, apresento a vocês um fragmento do décimo capítulo de FOGO CRUZADO, novela juvenil que será publicada pela FTD em 2010. Domingo vazio Numa tarde de domingo, como esta, o que salva a gente, muitas vezes, é a televisão. Nós dois já almoçamos com os pratos sobre as coxas. Por gosto meu, de verdade, preferia sair por aí, pra ver se encontrava alguém. Mas a dona Alzira ia ficar sozinha e não existe tempo mais vazio do que um domingo sem companhia. E a solidão é que massacra minha mãe. Justo ela, que em solteira era uma festa só. Sempre fui muito alegre, a coroa repete como se acusasse alguém, com uma cara de mágoa que ela não revela qual é. Às vezes ela chora, depois de ter dito isso. Dona Alzira é capaz de passar uma tarde inteirinha na frente da televisão, mas precisa de companhia com quem trocar comentário, a quem oferecer um cafezinho. Principalmente em programa de auditório, como este que está passando, ela é muito ligada. E ri, comenta, gesticula, parece uma fogueira de tão feliz que ela fica. Distraído, não vejo o que acontece na tela provocando tanto aplauso, e riso, e contentamento da coroa. Eu a observo enquanto ela pula do sofá ao chão, e pula de volta para o sofá, e grita suas aprovações. Então me pega pelo pescoço e me arrasta para o centro de sua alegria, exigindo que a acompanhe em sua reação eufórica. Ah, minha mãe, minha mãe, não seríamos muito mais felizes se os dias todos fossem domingos em que estivéssemos juntos fazendo nossa festa? (...)
Escrito por Menalton às 11h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
QUEM SABE FAZ

O maestro John Neschling (o da esquerda rsrssrs) depois de sua retirada da OSESP, montou uma companhia de ópera que deverá percorrer o Brasil, democratizando esse gênero da música erudita. Já estava na hora. O grau de civilização de um país mede-se pelo consumo dos artefatos civilizados disponíveis. Juca Ferreira, o Ministro da Cultura, nesta semana, reuniu-se com o maestro garantindo-lhe o apoio do ministério.
Escrito por Menalton às 10h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
   

Aí acima, a imagem dos culpados pelo julgamento dos textos do Literatura para todos, edição de 2009. Abaixo, a imagem do local onde, a portas fechadas, decidirão o destino dos trinta e cinco textos, previamente selecionados entre mais de trezentos. "Muitos serão os que baterão à tua porta, e poucos serão os escolhidos." Quando se pensa em qualidade, não há como não elitizar.
Escrito por Menalton às 08h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Pé na estrada
Literatura para todos 
Na segunda, 16 do corrente, vamos nos reunir o João Bosco, a Alice Ruiz, a Rosângela Rocha, o Afonso Romano Sant'Anna e eu, para selecionar os dez originais que se transformarão em livros para neoleitores, alunos do EJA. É a reunião final do Concurso Literatura para todos, promovido pelo MEC e executado em conjunto com a Faculdade de Comunicação da UNB. A coordenação geral é da Profa. Márcia Marques, daquela faculdade. Como já registrei aqui, o projeto é sensacional: iniciar a prática da leitura com literatura de qualidade, sem a chatice das cartilhas do tempo do "o ovo da vovó" etc. Os neoleitores vão praticar a leitura com livros de verdade, abrangendo vários gêneros como conto, crônica, novela, texto dramático, biografia, tradição oral, poesia. A seleção deu-se tendo como parâmetros simplicidade (sem infantilidade) e literariedade.
Escrito por Menalton às 07h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
SERÃO LITERÁRIO

O texto na voz de seu autor Dia 26/11 será realizado o último Serão Literário de 2009. Para tanto, convidamos o escritor e historiador Clóvis Bulcão, que, a partir das 20h, estará lendo textos adrede selecionados e conversando com os amantes de literatura em Ribeirão Preto. O evento está marcado para o Templo da Cidadania, na rua Conde Afonso Celso, 333 (entrada pelos fundos). Clóvis Bulcão lançou recentemente uma primorosa biografia do Padre Antonio Vieira, o imperador da língua, no dizer inteligente de Fernando Pessoa. Durante alguns anos, o autor trabalhou com a Regina Casé, como consultor do programa Um pé de quê? Neste ano, além de outros eventos, participou do Festival da Mantiqueira, promovido pela Secretaria da Cultura de São Paulo.
Escrito por Menalton às 15h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
NEOLEITORES
Voltei hoje, sábado, de Brasília, onde estive a serviço. E voltei, sei lá, muito mais crente em que alguma coisa se pode fazer. O Ministério da Educação há dois anos lançou um concurso literário, mas de literatura especial para neoleitores. São livros (e conheci a coleção completa do I Concurso Literatura para todos - como se chama o concurso) de visual muito bem bolado, com capa e projeto gráfrico de primeiríssima qualidade. Os passos iniciais de jovens e adultos (EJA) no universo de Guttemberg serão dados com textos de qualidade literária, com o cuidado que deve ter um texto destinado a um iniciante não criança na leitura. É um projeto que está sendo tratado com muito carinho no MEC, pois são milhões de brasileiros que pela primeira vez sentirão o que é ter um livro nas mãos e experimentarão o prazer que a leitura pode oferecer. Meus caros, voltei encantado.
Escrito por Menalton às 17h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Pé na estrada
Pois é, amanhã devo embarcar para Brasília, onde vou participar de um encontro na UnB. Na volta dou mais detalhes do que acontecer. Tchau.
Escrito por Menalton às 20h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Pé na estrada
Pé na estrada
No dia 14/10 estive em Barrinha proferindo uma palestra sob o tema A importância da leitura.
Em um auditório bem extenso havia mais de trezentos professores. Foi uma noite memorável. Ao lado da Jô, da Secretaria da Educação e encarregada pela organização do evento. Foi uma recepção muito simpática, a que tive em Barrinha.
O Renato, aí ao lado, foi quem me enviou as fotos. Por fim, não descobri o papel desempenhado por ele na 5a Jornada de Educação de Barrinha. Sei apenas que foi o professor que escolhi para interagir comigo em vários momentos. Figura simpática, colaborou e participou sempre com extremo bom humor.
Obrigado, Barrinha!!!
Escrito por Menalton às 14h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Serão Literário
Aviso aos navegantes: Excepcionalmente, este mês, o Serão Literário vai acontecer no Cine Cauim, ali no centro. Quem não for nem imagina o que vai perder.
Escrito por Menalton às 14h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Em Bebedouro
A Professora MS Mariângela, titular de Literatura Brasileira da FAFIBE, Faculdades Integradas de Bebedouro, vem desenvolvendo um trabalho simplesmente formidável em prol da literatura junto a seus alunos. Ela alia a paixão pela literatura a uma argúcia invejável em suas análises e o resultado é o alto nível de sua cadeira no curso. Conheci a Mariângela no último GEL (Grupo de Estudos Linguísticos), que este ano aconteceu aqui em Ribeirão Preto, na UNAERP. Descobrimos que já nos cruzáramos na USP, em São Paulo, no último simpósio da Abralic (Associação Brasileira de Literatura Comparada). A presença nesses encontros, a participação constante com comunicações, revelam seu espírito curioso, sério e insatisfeito. Ela é uma criatura adorável. Bem, ela é especialista em Clarice Lispector, cujo A paixão segundo GH lhe serviu de corpus no mestrado. É preciso dizer mais alguma coisa?
Protegido por duas alunas logo depois da palestra: Novos rumos da literatura: a narrativa poética.
O carinho da recepoção dos alunos de Letras, depois de uma jornada de reflexões sobre o fato literário, eis o que me mantém acreditando no futuro e que me dá a certeza de que a literatura não morreu, como alguns vêm anunciando há muitas décadas. Voltei de Bebedouro em estado de graça. Este grupo é apenas uma parcela mínima do que foi o auditório. Parabéns FAFIBE (Dr. Cida, Siumara, Mestres Rivaldo e Mariângela).
Escrito por Menalton às 06h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
PÉ NA ESTRADA
E continuo com o pé na estrada. Ontem fui a Bebedouro proferir palestra para os alunos de Letras da FAFIBE. O tema foi Novos rumos da literatura: a narrativa poética. Foi uma noite e tanto pela qual devo meus agradecimentos à professora Mariângela, ao professor Rinaldo (ambos titulares de cadeiras no Departamento de Letras) e presto minha homenagem à profa. Cida que, depois de vários anos volto a encontrar na coordenação do curso. Hoje, entro de poucas horas, devo estar novamente na estrada. Trata-se de um evento promovido pela prefeitura de Barrinha. O tema a ser desenvolvido é a importância da leitura. Até logo mais
Escrito por Menalton às 14h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
CINEMA

Naturalismo extemporâneo O cinema norte-americano de consumo, mesmo quando parece que vai dar certo, acaba frustrando o espectador mais exigente. É o naturalismo ingênuo e completamente atrasado, no tempo, como concepção de mundo. Na natureza selvagem, um filme dirigido por Sean Penn, tem uma narrativa alinear inteligente, uma fotografia exuberante e um elenco dos melhores. A fotografia de Eric Gautier é formidável, não só pela variedade e beleza das paisagens mostradas mas também e principalmente pelos ângulos de que ela é tomada. Cortes, planos, ritmo, componentes da expressão, ou seja, uma ideia posta em concreto, são aspectos do filme que só merecem elogios. O desempenho de Emile Hirsch, no papel de Chris McCandless, assim como dos demais integrantes do elenco, não chega a ser arrasador, mas é bom, sem trejeitos desnecessários. Chris é um jovem recém-formado que “queima seus navios” e, inconformado com a sociedade em que vive, suas falsidades, parte em busca da natureza selvagem, onde supõe encontrar a verdade numa vida inteiramente livre. Desde o início ocorre uma ambiguidade involuntária: o jovem é apresentado como um espírito irrequieto em busca de aventura, sentido desmentido logo depois quando passa a ideia de um jovem rebelde, inconformado com o stablishment, do qual tenta fugir. Isso, entretanto, passa sem graves prejuízos. Apesar da diferença existente entre um espírito aventureiro, gratuitamente aventureiro, e a atitude de rejeição de determinado status quo. O final não cai na tentação do happy end, tão ao gosto de Hollywood. Não existe o retorno do filho pródigo a cair nos braços salvadores da família. O final é coerente com a história. É um bom filme com o vício ingênuo do naturalismo. Quando começam as explicações sobre os porquês da fuga e da aventura, a história se estraga. Aquilo que parecia o sentido principal, o texto implícito, fica inteiramente prejudicado. Com a mania de “baseado em fatos reais”, o cinema norte-americano fica impotente para uma reflexão generalizante, metafísica. Predomina o pensamento empírico, pois só trata de casos particulares. Assim é o que acontece neste filme. No apagar das luzes, o que resta não é o ser humano inconformado, rebelde, sonhando com suas utopias, perseguindo uma vida ideal. Ao tentar, como sempre, uma explicação racional para o “desviado”, Jon Krakauer, autor do livro em que se baseia o roteiro do filme, bota tudo no chão raso de um caso particular: o jovem foge é do casamento infeliz de seus pais e do autoritarismo do genitor.
Escrito por Menalton às 15h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Pé na estrada

Pois é isso aí. Ontem, 06/10/09, estive na escola CE 158 do Sesi, em Araraquara. Os alunos do oitavo e do nono ano tinham lido respectivamente meus A esperança por um fio e Antes da meia-noite. O trabalho que eles apresentaram foi emocionante. Até música inspirada no Esperança os alunos apresentaram. Parabéns à diretora e às professoras de Português, mas sobretudo aos alunos que fizeram um trabalho tão difícil quanto bonito. Voltei encantado de Araraquara. Acima, o momento final: seção de autógrafos.
Escrito por Menalton às 11h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |